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Os Homens que Pisaram na Cauda do Tigre – Dá a Sensação que a História Irá Continuar…

5 de abril de 2011

(***1/2)

Em 1185, a família Seike luta contra a família Minamoto. Após uma batalha naval no Oceano Pacífico, Yoshitsune Minamoto derrota o inimigo e os sobreviventes se suicidam.

Quando o triunfante Yoshitsune chega em Kyoto, seu irmão, o Shogun Ioromoto, é enganado e ordena que seus homens prendam Yoshitsune. Contudo, Yoshitsune foge protegido por seis samurais leais a ele e liderados por Benkei, e o grupo se dirige para o país de seu único amigo Idehira Fukiwara.

Próximo à fronteira, após atravessar a floresta disfarçados de monges, o sorridente carregador Suruga identifica Yoshitsune e os seis samurais e informa que o temido Kagiwara e seus soldados estão esperando por eles na fronteira para prende-los.

Yoshitsune se disfarça de carregador e Benkei tem que convencer Kagiwara que eles são seis monges viajando para colher donativos para construir um grande templo em Kyoto.

Os Homens que Pisaram na Cauda do Tigre” é o terceiro filme do Mestre Akira Kurosawa e já mostra seu talento mesmo trabalhando com um pequeno orçamento. As atuações são soberbas e Denjirô Ôkôchi faz o papel de uma sábio samurai.  Yoshio Kosugi é irritante e engraçado ao mesmo tempo com suas risadinhas.

A conclusão é um pouco decepcionante e dá a sensação que a história irá continuar.

As legendas do DVD da Continental apresenta várias vezes problema de sincronia, e eu precisei usar o botão rewind para poder lê-las em alguns trechos.

Para maiores detalhes deste filme, ver o link abaixo:

http://www.imdb.com/title/tt0038182/usercomments-20

“Limite” Restaurado Vai Ser Exibido em Festival na Noruega

21 de setembro de 2010

Limite” foi restaurado pela organização World Cinema Foundation, uma entidade sem fins lucrativos criada por Martin Scorcese, e será exibido no Festival de Cinema Norueguês Filmes do Sul na Ópera de Oslo, na Noruega, com nova trilha sonora, a cargo do compositor norueguês Bugge Wesseltoft e dos brasileiros Nana Vasconcelos, Marlui Miranda e Rodolfo Stroeter.

Este festival é dedicado a filmes da Ásia, África e América Latina e ocorrerá entre os dias 7 e 17 de outubro de 2010. Vai exibir doze filmes escolhidos pela World Cinema Foundation e o dinheiro arrecadado na exibição de “Limite” vai servir para apoiar o trabalho desta fundação.

Esta informação foi divulgada pela Variety:

http://www.variety.com/article/VR1118024396.html?categoryid=1444&cs=1

Primeiramente, gostaria de aplaudir a iniciativa da World Cinema Foundation, restaurando o maior filme da história do cinema brasileiro. Infelizmente nem o nosso governo nem as empresas nacionais foram capazes de investir na restauração de “Limite“, que esteve desaparecido por quarenta anos e foi recuperado e parcialmente restaurado por Saulo Pereira de Mello e Plínio Sussekind há alguns anos atrás.

Agora lamento profundamente a alteração da maravilhosa trilha sonora consagrada com música de Borodin, Cesar Frank, Debussy, Prokofieff, Ravel, Satie e Strawinsky. Não consigo entender como uma entidade série pode fazer uma restauração de uma obra de arte e alterar sua trilha sonora original, em uma autêntica heresia.

Para maiores detalhes desta obra-prima, ver o link abaixo:

http://www.imdb.com/title/tt0022080/usercomments-3

Die Dritte Generation (The Third Generation)

25 de julho de 2010

Em Berlim, uma célula terrorista composta por pessoas da classe média é ativada com a frase “The World as Will and Idea” para seqüestrar o industrial P. J. Lurz, que trabalha com venda de computadores. Eles são perseguidos por um persistente chefe de polícia.

Este filme é um trabalho estranho, hermético e desconectado mas hipnótico do diretor alemão Rainer Werner Fassbinder, dividido em seis capítulos e dedicados “àqueles que realmente amam” (ou seja, ninguém, na visão do diretor).

A trama explora a idéia de terrorismo e as contradições da classe média, sendo que a frase que aciona a célula é baseada no trabalho central do filósofo alemão Arthur Schopenhauer “The World as Will and Representation”. Infelizmente eu não tenho conhecimento suficiente em filosofia, sociologia e ciências políticas para entender este filme difícil em sua totalidade.

Fassbinder explora ângulos diferentes com sua câmera e sons estranhos para expor com ironia, os valores burgueses desta geração de terroristas, totalmente desprovida de ideologia.

Para maiores detalhes deste filme, ver o link abaixo:

http://www.imdb.com/title/tt0079083/usercomments-9

Limite, de Mário Peixoto

29 de junho de 2010

(Da série “Filmes Desprezados pelas Distribuidoras Nacionais”)

Limite, de Mário Peixoto

Em 17 de maio de 1931, o jovem diretor Mário Peixoto lançou “Limite” em uma “premiére” no Teatro Capitólio.

Limite” é uma obra-prima e considerados por muitos (onde eu me incluo), o melhor e mais belo filme do cinema brasileiro. Sua trama é muito simples, porém as imagens são impressionantes, parecendo uma poética exibição de quadros em movimento devido ao seu enquadramento e ângulos de câmera inusitados. O ritmo é muito lento e algumas vezes o espectador pode se sentir cansado, mas vale a pena ver. A trilha sonora, com magníficas músicas de Borodin, Cesar Frank, Debussy, Prokofieff, Ravel, Satie e Strawinsky, adequa-se perfeitamente ao filme.

Mário Peixoto tinha dezesseis anos quando ele dirigiu “Limite”, paradoxalmente seu único filme, e que ficoFoto obtida da Internet.u desaparecido por mais de quarenta anos e foi recuperado e parcialmente restaurado nos anos 70 por Saulo Pereira de Mello e Plínio Sussekind. Uma pequena parte foi completamente perdida e tem um rolo em más condições.

Foto obtida da Internet.

Em 2001, o diretor Sérgio Machado prestou um grande e merecido tributo a Mário Peixoto, com seu documentário “Onde a Terra Acaba” lançado pela VF Vídeo Filmes.

Para maiores detalhes, ver os links abaixo:

http://www.imdb.com/title/tt0022080/usercomments-3

http://www.imdb.com/title/tt0311599/usercomments-1